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OS PLANOS DA AHRESP
Os manuais
12-07-2011

 

Todos os operadores do sector da restauração devem criar, aplicar e manter um processo ou processos  permanentes baseados nos princípios   do HACCP.
As micro e pequenas empresas têm agora a possibilidade de implementar estes princípios recorrendo a  uma metodologia muito mais simples e   validada pela ASAE: a metodologia CHAC ou 4C’s.

Para tal não necessitam de contratar empresas de consultoria em higiene e segurança alimentar que  acarretam custos insuportáveis e inaceitáveis.”

(AHRESP)

 

Já em 2002 e posteriormente em 2006, a AHRESP decidiu comercializar um Manual de Boas Práticas que iria resolver todos os problemas dos seus associados, no âmbito da implementação de planos de Autocontrolo. Instantaneamente se verificou que tal iniciativa revelava fragilidades e insuficiências de aplicabilidade, resultando em rotundo fracasso. Isto porque a implementação de um sistema de HACCP, mesmo simplificado, reúne um conjunto de exigências associadas que o Manual não podia nem pode resolver.

 

Em 2008 a ASAE publicou no seu site um modelo simplificado do HACCP que em nenhum momento contraria o previsto no Regulamento CE 852/04 de 29-4 e todos os requisitos associados.

 

A própria ANESA no seu site deu conta desta possibilidade também em 2008. Ou seja, que o próprio diploma reserva a possibilidade de adaptar o sistema do HACCP às necessidades de cada estabelecimento. Aliás, não faz qualquer sentido que seja de outra forma.

 

Acontece que agora, em 2011, a AHRESP decidiu comercializar, repetindo a estratégia, o Manual de Segurança Alimentar, importando uma metodologia que não está regulamentada, mas que é aceite se obedecer aos requisitos fundamentais e associados. Ou seja, tudo como dantes.

 

No entanto, para promover o tal manual, a AHRESP arrancou com uma campanha publicitária, em que parece ter inventado uma solução, utilizando de forma oportunista a crise económica e contando com o patrocínio (palavra utilizada pela AHRESP) da ASAE.

 

Realmente, não se compreende o silêncio da ASAE pela utilização abusiva do nome da autoridade, quando esta entidade deve manter-se equidistante e com equidade em relação a todos os agentes económicos.

 

Detecta-se a extrema e despretenciosa preocupação da AHRESP em relação aos seus associados, no entanto, o alvo principal desta campanha publicitária, são, evidentemente, as empresas de consultoria em segurança alimentar que perturbam o monopólio da AHRESP no universo da Restauração e Bebidas. Mais precisamente quando entram em concorrência directa com o seu programa Selecção que não é mais do que um serviço de consultoria.

 

Obviamente que estas iniciativas e propósitos merecem a melhor atenção por parte da ANESA e terão o devido tratamento em tempo útil.

 

Emídio Taylor